Trabalho
apresentado á Professora Roseliane Marçal Pinto, do curso de Psicologia, da
Faculdade da Amazônia, como requisito parcial de nota e aprimorar os
conhecimentos em Estágio Básico III.
Acadêmica: Juliana Moura Teixeira
Acadêmica: Juliana Moura Teixeira
O
filme relata uma trama intrigante e surpreendente, começa após a queda de um
avião, onde uma psicóloga, Clare, é colocada em um contexto sob o qual precisa
dar suporte emocional, apoio psicológico aos sobreviventes do mesmo. É necessário
focar nos detalhes presentes do filme, caso contrário ele parecera confuso e
sem sentido, pois tudo ocorre demasiadamente rápido. A psicóloga , como um
todo, torna seu envolvimento com os pacientes conturbado e difícil, á medida
que ela se atenta aos detalhes desvendados por eles, tais sobreviventes começam
a sumir sem deixar vestígios, o que a torna praticamente sem limites para
descobrir quem esta por traz disso, porem, para completar a historia, Clare se
envolve abruptamente com Erick, um dos sobreviventes, que ao contrario dos
outros, nega ajuda da mesma, passando a cortejá-la, fazendo com que a partir
desse interesse, ela haja fora dos parâmetros recomendados pelo código de ética
profissional, que aliás desde praticamente o começo do filme ela infringe nesse
relacionamento com o sobrevivente.
Contudo,
no desenrolar da trama, após muitos detalhes e acontecimentos, o filme parece
voltar contra a psicóloga, pois ao descobrir os fatos, ela se descobre entre
eles, isto é, no contexto final , o filme revela seu verdadeiro sentido, ele
proporciona um significado inimaginável, pois ele revela que centra-se o tempo
todo na descoberta
da própria morte, pois na cena em que
Clare vê seu nome na lista de passageiros, lembra-se do momento em que
se sentou ao lado de Erick no avião, todo o relacionamento ocorrido durante o
filme é confuso ao ver esse final, mas faz sentido a partir do momento em
trazermos esse contexto num ponto de vista psicológico, centrado no real
significado de uma terapia, ou seja, durante todo o filme a psicóloga, tenta
trazer lembranças aos passageiros, fazer com que lembrem-se, mas ao final,
Erick faz esse papel, trazendo-a para a realidade de si mesmo, e quando ela o
questiona, do por que não ter dito antes, ele responde de uma forma que somente
um psicólogo entende: não era ele quem
tinha que dizer , mas que ela tinha que descobrir por si mesma; exatamente como
numa terapia, psicólogos não devem nem podem dizer o que há de errado na
historia que o paciente traz, deve fazer com que ele se perceba e perceba a
realidade na qual se encontra, trazendo menos sofrimento e compreensão de si
mesmos. O filme é ótimoo, cativante e tenso ao mesmo tempo,
maravilhosamente surpreendente,uma mistura de ação na medida certa com um
suspense psicológico bem elaborado. Vale a pena conferir
"Passageiros", recomendo.